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Modelo de Laudo Ergonômico
jul 10

Modelo de Laudo Ergonômico

Como fazer um laudo ergonômico? Existe um modelo de laudo ergonômico? Não exatamente…

Mais uma vez, observo: estou falando aqui laudo ergonômico – que é forma mais usada para se referir sobre a análise ergonômica do trabalho – Clique aqui e saiba a diferença entre análise ergonômica e laudo ergonômico.

Cada profissional tem uma “digital” e pode fazer um laudo ergonômico da forma que acha mais  organizado para apresentação. Obviamente, existe uma estrutura a ser seguida e proposta pela NR17 e agora também devido ao eSocial. Clique aqui e baixe o E-Book Grátis sobre os 10 Passos Para Fazer uma Análise Ergonômica.

Veja bem, não só profissionais ergonomistas devem entender o que consta no laudo ergonômico, mas todos os profissionais envolvidos com a consulta e aplicação das diretrizes deste documento. Ele deve ser compreensível para todos, mesmo que não sejam experts em ergonomia.

E estes itens são particularmente importantes, pois quem consulta o laudo ergonômico costuma fazer sempre do fim para o começo. Talvez isso já aconteceu com você, já reparou nisso?

Ao buscar o grau de risco da atividade, isso muitas vezes gera dúvida para quem consulta: essa atividade é de alto risco? Por quê?

As respostas a essas dúvidas devem estar bem explicadas na estrutura da análise, desde o início.  Devem ser lidas e compreendidas integralmente e é isso que vai gerar a fundamentação para o resultado final.

Porém, muitas vezes, mesmo consultando o restante do documento não se consegue saber por quê a classificação final de uma atividade deu baixo, médio ou alto risco. E não sabendo disso, como sugerir as melhorias certas onde elas são necessárias?

Sendo assim, vou citar aqui, resumidamente, os tópicos principais. Pode parecer óbvio, mas muitos documentos  que já consultei não apresentam todas as informações para uma boa compreensão da situação.

  • Dados da empresa, grau de risco e CNAE. Esses dados são primordiais para se ter referência sobre o risco, adoecimento, patologias mais comuns relacionadas ao NTEP, por exemplo.
  • Metodologia: referencial técnico utilizado, ferramentas de análise ergonômica utilizadas (preferencialmente, explicar como os resultados são obtidos), método de coleta de dados, período de coleta de dados, demonstração da estrutura básica da análise ergonômica realizada em cada atividade.
  • Referências bibliográficas: citar a fonte de todos os referenciais utilizados, inclusive o PPRA e outros documentos disponibilizados para utilização e consulta.
  • Calibração de equipamentos: anexar as cópias dos certificados de calibração válido de todos os equipamentos para aferição ambiental (decibelímetro, higrômetro, termômetro, anemômetro, luxímetro)
  • Avaliação da atividade: para cada atividade analisada, citar a função/cargo de quem executa e GHE (isso particularmente ajuda nas questões do eSocial), análise da tarefa prescrita e real, descrição do modo operatório, imagens da execução da atividade preservando a identidade do trabalhador, descrição das exigências biomecânicas, organizacionais, cognitivas, análise do posto de trabalho, ferramentas e equipamentos utilizados, disponibilizar as ferramentas de análise ergonômicas preenchidas, disponibilizar os dados de aferição ambiental com os níveis recomendados, sugestão de melhorias da forma mais clara possível para sanar os problemas encontrados.
  • Apontamento de risco para o eSocial: para cada atividade analisada deve ser claro por que se apontou cada código de risco sugerido no eSocial. Por isso, quanto mais informações na avaliação da atividade, melhor se fundamenta a pontuação no eSocial. Vale lembrar aqui, que os riscos do eSocial devem ser apontados por função/ cargo (ou seja, é a somatória de riscos  de todas as atividades que o trabalhador executa). Neste caso, pode ser importante entregar para a empresa um material complementar com os riscos apontados para preenchimento do eSocial.

Enfim, o modelo de laudo ergonômico pode variar de um profissional para outro, mas é certo que deve ter uma estrutura e conter informações que conduzam à conclusão sobre os riscos identificados, que proponham soluções acessíveis para diminuir ou eliminar o risco e, o mais importante,  que permita à empresa utiliza-lo e compreendê-lo.

Dispensam-se informações do tipo “encher linguiça”, como por exemplo a cópia de partes do PPRA. Cada documento tem suas características particulares.

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