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O lugar da ergonomia no PGR
Ergonomia no PGR
ago 24

O lugar da ergonomia no PGR

E como tratar a ergonomia no PGR?

Observe que esta frase já está no presente e o momento de conhecer mais sobre ergonomia no PGR é antes de março de 2021.

O gerenciamento de riscos ocupacionais não é uma novidade, mas na nova NR01 ele está muito bem destacado e, inclusive, junto com a inclusão dos riscos ergonômicos e acidentes na apresentação da documentação do PGR, como é referido pela nova redação desta norma. Mas o PGR não é um papel/ documento, como alguns profissionais tem interpretado.

A nova redação da NR01 traz, num mesmo momento, a abordagem dos riscos físicos, químicos, biológicos, acidentes e ergonômicos.

E mais, a necessidade de um acompanhamento, da gestão desses riscos pelas organizações. E isso se fará pelo PGR. A NR01 fala o que fazer para o GRO. O PGR compõe o GRO e é o meio para que isso aconteça.

Os riscos ergonômicos em geral, sempre tiveram uma abordagem diferente em relação aos demais tipos de riscos. Na maioria das vezes são considerados à parte, objeto de estudo dentro da análise ergonômica do trabalho (AET). Em breve, não há mais como vinculá-los apenas à necessidade de se fazer ou ter uma AET. Ergonomia no PGR

No entanto, a abordagem sobre os riscos ergonômicos já não deveria ser tratada com mais frequência e consistência pelos profissionais e pelas organizações? Por que sempre foram tratados à parte, ou se não sempre, na maioria das vezes?

Desde muito tempo observo em parte dos profissionais, dentro e fora das organizações, a dificuldade na tratativa dos riscos ergonômicos. Na grande maioria das vezes, a justificativa é que outros tipos de riscos têm mais prioridade para serem tratados. Mas, será que essas prioridades são realmente legítimas? Ou será que, não havendo conhecimento para lidar com os riscos ergonômicos, é mais cômodo deixá-los para um segundo momento? Um convite à reflexão…

As exigências estão mudando, pautadas pela normatização, e em breve esse gap com relação aos riscos ergonômicos não poderá mais permanecer. Infelizmente, é necessário uma norma para “forçar” que isso aconteça, porque como eu disse no início desse post, o gerenciamento de riscos ocupacionais não é novidade e isso já deveria acontecer. Mas independente disso, temos que zelar pelas boas condições e boas práticas no ambiente de trabalho, independente de normas, porque algumas vezes a realidade não está enquadrada dentro de seus parâmetros. Temos que ter feeling, usar do bom senso.

Em qualquer nível de apreciação ergonômica (do levantamento preliminar dos perigos à AET), todos os profissionais envolvidos com o processo de identificação à gestão dos riscos ergonômicos, precisam considerar a ergonomia na sua prática profissional. Destaco aqui 4 pontos que acho de extrema importância para que isso aconteça:

  1. Os profissionais devem “tomar” a ergonomia para si. Ela tem que fazer parte da visão do profissional, na prática, ainda que não de forma aprofundada, mas completa. Só assim será possível contar com os benefícios da sua aplicação, uma vez que os perigos serão identificados com assertividade e, por consequência, serão tratados.
  1. Esclarecer que a má condição ergonômica ou os riscos ergonômicos não estão só relacionados com adoecimento ou acidentes, embora a redação da nova NR01 enfatize isso, para todas as categorias de riscos, onde as informações sempre estão atreladas à prevenção contra os danos à saúde do trabalhador. Dentro de um sistema de gestão, além de riscos há também, oportunidades. As oportunidades de melhoria ergonômica trazem benefícios para a produtividade da organização.
  1. Esclarecer também que conhecer ergonomia não se trata apenas de saber verificar a condição postural e de mobiliários. Há aspectos ambientais, cognitivos, psicossociais e organizacionais que podem ser vislumbrados no PGR, por serem muito óbvios. Mas sim, é preciso conhecer esses aspectos para saber identifica-los.
  1. Evidenciar que a ergonomia está relacionada com desempenho eficiente, produtividade, economia e segurança. Atividades e postos de trabalho bem dimensionados trazem segurança para o processo e para as pessoas, motivação, redução do desperdício (de tempo e materiais), e por consequência redução de custos. Produz-se mais por menos.

Portanto, veja como é importante conhecer ergonomia, não necessariamente de forma profunda, mas completa. É possível que durante a identificação e avaliação dos perigos ergonômicos para um PGR eficaz, se verifique a necessidade de estudos mais aprofundados e para isso a AET será necessária, assim como outros documentos com diretrizes de outras NRs, que também alimentarão o PGR, porque a NR01 não exclui essa necessidade. Mas, aquilo que “salta” aos olhos durante o processo de análise preliminar ou de identificação dos perigos e que é claramente relevante ao trabalhador e à organização, não pode deixar de ser identificado.

Riscos e Perigos Ergonômicos

Todos os perigos que não forem identificados nas etapas iniciais não farão parte da etapa de tratamento dos riscos. Há grande chances de que não sejam resolvidos e os impactos negativos ao trabalhador e à organização ainda continuarão existindo.Ergonomia no PGR

Lembre-se, o PGR não é mais um documento a ser vendido e entregue. A proposta para o PGR é existir com a existência da organização, levando em conta atividades já existentes e também novas atividades, aquelas dentro da organização ou externas ao seu ambiente. Deverá ser revisto em circunstâncias bem definidas pela NR01, mas não há uma data de validade para o PGR. A documentação deve ser revisada e retroalimentada.

Nas atividades ou circunstâncias em que os perigos ergonômicos estiverem presentes, será importante a sua identificação, sem atribuí-los obrigatoriamente à realização da AET . Sua análise tem sim sua complexidade, mas nem sempre.

A ergonomia no PGR é assunto obrigatório para os profissionais de SST, de qualquer nível de apreciação ergonômica à gestão dos riscos ocupacionais.

Aprenda mais sobre Perigos e Riscos Ergonômicos na Prática do PGR

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